À mão de semear com….Carla Gamboa

with Sem comentários

meia-malga

Regressa a rubrica, “à mão e semear com…” desta vez trazemos a simpática Carla Gamboa, autora do blog Meia-malga. Para vos recordar, esta rubrica pretende apresentar projetos ligados à alimentação que me inspiram, mas sobretudo a partilha da experiência dos seus autores (as) no cultivo de alimentos e o impacto numa alimentação mais sustentável.

 

“Meia Malga” nasceu de uma sucessão de ideias na minha cabeça. A cozinha, a culinária, a comida, para mim, é amor, são recordações, é família, são amigos, são tradições e, nesta mistura de pensamentos, veio-me à memória a minha querida Avó Celeste que cozinhava tão bem e, sempre que se referia a uma determinada quantidade, numa receita, dizia “uma manchinha”, ou “meia manchinha”, etc.”         Carla Gamboa

À Mão de semear com…..Carla Gamboa do blogue Meia Malga

 

 

1. Se tens ou tivesses uma horta, o que nunca poderia faltar? O que gostarias de ter sempre à mão de semear?

“Tenho uma horta pequenina e gosto de ter “sempre à mão de semear” – salsa, coentros, cebolinho, tomates, cebolas, alface e acelgas. Se a horta fosse maior, a lista dos “preferidos” também aumentaria! 🙂 “

 

2. Quais são as maiores vantagens de cultivar alimentos em casa?

“Há imensas vantagens! Em primeiro lugar, há uma enorme satisfação em cuidar da horta, ver crescer algo que cultivámos (muito embora, nem sempre corra bem), aprender os ciclos da natureza… E tudo isto traz uma deliciosa ligação à Terra e à Natureza que me renova. Por outro lado, saber o que estamos a comer – alimentos saudáveis e com uma consistência diferente, um sabor único e maravilhoso… não só porque são saudáveis mas porque fomos nós que os ajudamos a crescer… e isso faz toda a diferença. Como a horta é pequenina, fazer uma colheita é uma festa e tudo é relativo… por vezes, uma colheita de 1 cebola, 1 tomate, 1 alface e salsa… é uma alegria! 🙂 “

 

3. Consideras que uma alimentação saudável e sustentável pode melhorar o mundo? De que forma?

“Sim. Acredito que todos podemos fazer algo, por muito pequeno que seja, para um mundo melhor. Pequenos gestos como cultivar os nossos alimentos (por poucos que sejam) e fazer uma alimentação sustentável e saudável são contribuições que, a par e passo, poderão contribuir para evitar a produção em massa de alimentos e combater o desperdício alimentar. Acredito que pequenos gestos e pequeninas mudanças vão fazer, um dia, a diferença.”

4. Uma sugestão de receita do teu blogue…

“Deixo aqui uma receita com dois dos ingredientes que mais gosto de ter na horta – cebolinho e tomate. Um pão de queijo feta com tomate cereja e cebolinho.

receita-pao-tomate-queijo-feta-meia-malga

pao-tomate-queijo-feta-cebolinho-meia-malga

Ingredientes:

  • 3 ovos, 200 g leite
  • 150 g óleo de girassol ou amendoim
  • 270 g de farinha super fina (uso sempre Branca de Neve)
  • 1 colher de chá de fermento Royal
  • 150 g queijo feta, uma mão cheia de cebolinho (ou salsa, ou coentros)
  • 200g tomate cereja (cortado em quartos)
  • sal e pimenta qb.

Preparação: Pré-aquecer o forno a 180 graus. Bater os ovos inteiros com o leite e o óleo. Acrescentar a farinha e o fermento e bater novamente. Adicionar o queijo feta esfarelado, o cebolinho picado, sal e pimenta. Envolver. Por fim, adicionar os tomates partidos. Colocar numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha ou forrar a forma com papel vegetal. Colocar por cima uns tomates para enfeitar (facultativo). Levar ao forno a cozer durante cerca de 30 m. Dependendo do forno, pode precisar de mais tempo. Confirmar a cozedura com o teste do palito mas ter em atenção que é um pão húmido.

É muito fácil de fazer e óptimo para uma entrada ou lanche ou para acompanhar queijos e salgados numa festa.”

 

Espero que tenham gostado tanto quanto eu, da partilha do projeto da Carla (Meia Malga) e das suas experiências na horta. Espreitem o seu blogue e façam bons cultivos na cozinha! 🙂

Susana

Follow A Caseiro:

Sou a Caseiro e amo cultivar! Todos os dias cultivo alimentos, mas também experiências novas que me enchem a alma.

Deixe um comentário